O que realmente precisamos fazer para cuidar da saúde? Ir ao médico uma ou duas vezes ao ano é suficiente? Fazer exames de sangue e cardiológicos anualmente previne todos os problemas? Um exame moderno e preciso garante que nunca teremos complicações cardíacas? Vamos refletir sobre os verdadeiros fatores de risco para a nossa saúde.

Às vezes, tudo o que desejamos é não ter nenhum problema de saúde e por isso buscamos exames de check up para nos certificar que está tudo bem. Um exame normal nos tranquiliza, mas ao mesmo tempo pode fazer com que nós deixemos de prestar atenção aos riscos para a saúde.

Uma pessoa pode fumar por muitos anos e aparentar ter plena saúde até a véspera de sofrer um infarto agudo do miocárdio. Seus exames de check-up podem apresentar resultados absolutamente normais e, dias depois, ocorrer o evento cardíaco. O coração funciona de forma autônoma desde o ventre materno até o fim da vida e depende das artérias coronárias para receber sangue e nutrientes. Toda vez que o indivíduo fuma, ocorre o estreitamento desses vasos, processo chamado de vasoconstrição. Ao longo do tempo, as substâncias tóxicas causam a degeneração das artérias coronárias e de todo o corpo, reduzindo a capacidade de aumentar a circulação sanguínea em momentos de maior necessidade, como ao correr ou subir escadas. Com o passar dos anos, essas condições se tornam críticas. Em um determinado dia, ao realizar um esforço físico com as coronárias comprometidas, o fumante pode sentir extremo cansaço, dor no peito e sofrer um colapso súbito. Esse pode ser um desfecho fatal.

Houve um tempo em que fumar era encarado apenas como algo prazeroso e socialmente aceito. Hoje, diante de incontáveis evidências sobre seus danos à saúde, a recomendação para interromper esse hábito é categórica. Pessoas acima dos 60 anos frequentemente já percebem esses impactos no corpo e reconhecem a urgência de abandonar o vício. Contudo, chama a atenção também a adesão de jovens aos cigarros eletrônicos e inalantes recreativos, igualmente nocivos. O tabagismo é apenas um exemplo clássico de hábito prejudicial entre vários outros. Quem fuma costuma se preocupar com a saúde do coração e buscar exames periódicos, mas vale destacar: o check-up não garante, por si só, a prevenção absoluta contra doenças cardíacas.

Conclusão com pontos principais

Sugiro uma reflexão sobre nossos hábitos diários. Sei que o cigarro faz mal à saúde: eu fumo? Sei que alguns alimentos fazem mal à saúde: eu os consumo? Sei que durmo pouco: fico acordado até tarde sem necessidade? Sei que preciso praticar exercícios regularmente: eu me exercito? Para que alguma mudança aconteça, preciso primeiro reconhecer a necessidade de mudar. Comece apenas com essa ideia. Não se culpe. Não desanime. Apenas comece. 


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